Tema da BUG!

28 Dezembro 2011

PROCURA-SE UM HERÓI

Estamos no controle ou sob controle?

Depois de anunciada a morte do terrorista mais procurado do planeta (Osama) e das sucessivas quedas de ditadores que estavam no poder há anos... (O ultimo Kadafi), fomos invadidos por uma sensação de alívio, comoção total (bem, ao menos eu)! Não somente os EUA, mas acredito que a humanidade sente-se realmente aliviada de ter se livrado de um cara verdadeiramente do mal. Apesar de que não sei realmente quem é do “mal”. Tal sensação há tanto tempo esquecida, adormecida. É tão boa e tão rara, que não sei descrevê-la. Alívio? Talvez. Aqui de minha cabeça cheia de estórias e histórias, fico imaginando... Gente, os mocinhos venceram, ou não? Pode até desencadear uma nova guerra, começar uma nova batalha entre as forças que acham que podem e querem comandar o mundo. Talvez até usando as mesmas artimanhas covardes, e força bruta que seus ditadores para justificar a derrubada do “tal” ditador.

Mas olha só, quem sou para julgar um povo oprimido durante mais de quarenta anos?... Meu Deus, quarenta anos... Enfim, se eles passaram dessa para uma muito pior. O inferno deve estar em festa, é feriado infernal. Graças ao Criador não temos noção do que é ter como inimigo público número um alguém desse calibre, desse quilate. Ou o que é viver num país em que se esta sujeito a ataques terroristas absurdos, horripilantes, tenebrosos, sórdido a qualquer momento. Onde até bebês são revistados em seus aeroportos com requinte de detalhes de assustar aos seus pais e ao mundo. Porém levado na mais pura normalidade pelas autoridades daquele país. E até de alguns habitantes. O horror tomou conta de todos os americanos de uma forma total, completa. Ninguém se sente seguro naquele país e a mercê de outro ataque igualmente covarde.

Somos realmente um país abençoado por Deus! E como diz a letra da musica... “E bonito por natureza, mas que beleza...” Apesar de que estamos igualmente expostos a idiotas covardes. Não estamos livres de horrores tão estarrecedores. Mas se serve de consolo, os nossos “Osamas” são tupiniquins. Não podendo esquecer aquele... Idiota louco, carniça, que invadiu uma escola em Realengo no Rio de Janeiro, armado com dois revólveres e fez vários disparos, matando muita gente e ferindo outros tantos. Foi um horror! Isso é o que vem a público. Tim Lopes, queimado também lá no Rio... As bibas apanhando em plena av. Paulista, em São Paulo. Imagino o que fica em surdina por baixo dos panos. O que não vem à tona. Mas nada realmente se compara aquele Onze de Setembro de dez anos atrás. E para provar que somos todos humanos, sujeitos a qualquer obra do destino. “Eles”, os EUA, agora numa crise financeira “braba”. Pobre Obama! Pobre, rico e poderoso Obama! Como pode uma potência daquela em crise! A pior crise econômica do mundo. A Europa está em pandemônio... Itália, Espanha, Portugal, Grécia...

Ai, Cristina!! Por onde andam os nossos heróis? Estão extintos? Ou escondidos com vergonha de sua impotência diante de tanta barbárie? Geralmente em ficção, na fantasia, sempre de corpos atléticos, sorriso largo, viris, facilmente apaixonáveis. Talvez num mundo paralelo em incontáveis Universos trazidos pelos filmes. Em telinhas ou telonas. Os heróis se extinguiram. Assim como a ética e a educação. Certos costumes, como dizer “Bom dia”, “Por favor”, ”Obrigado”, abrir a porta para alguém, deixar alguém sair... do elevador... do metrô... dar a vez... ter cuidado de onde jogar o lixo... Ih! Faz tanto tempo que não vejo uma cena dessas.

Passei por um apuro esses dias de arrepiar os pêlos... Da alma... Em plena avenida “RICARDO JAFET”, zona sul de São Paulo. Era mais ou menos umas 23:00 horas, de um sábado bem corrido de trabalhos. Um transito terrível, eu e minha “cumady” e parceira Romana, atrasados para o derradeiro trabalho da noite. Fomos surpreendidos por um pneu que resolveu se enfiar embaixo do carro, do BUG-móvel, e travou totalmente o câmbio. Bem, não me pergunte como. O miserável resolveu se instalar ali... Ficamos parados sob uma enxovalhada de xingamentos e entregues a pura sorte. Depois de longos cinco, dez minutos de total desespero, sem saber direito o que fazer e ao mesmo tempo tentando tudo possível. E em meio a telefones tocando, os xingamentos, buzinas... E... Bom. Ai numa ultima e desesperadora tentativa... Tentei engatar a ré do “BUG–móvel” que milagrosamente entrou...E o pneu relutante, teimoso, resistindo, obstinado a não sair, preso embaixo do “BUG-movél” finalmente nos deixou...ou melhor foi deixado ali mesmo. Então tudo se restaurou naquele momento... Tudo... Mas tudo mesmo... Os batimentos cardíacos, o sangue voltou a circular com certa normalidade... E minha “cumady” já desfalecida, pálida no banco ao lado foi recuperando os sentidos...

Voltando a realidade e conseguiu até responder ao telefone que tocava insistentemente. Restabelecida de imediato retocou o batom rubro, arrumou a peruca loiríssima, colocou o seu óculos escuro e começou a chamar por Dra. Ester (a sua personagem do trabalho daquela noite). Cerimoniais, simples ou complexos, são essenciais em nossas vidas. Fazem-nos viver melhor por instantes, horas, dias e quem dera anos. Pompa e circunstancia podem alegrar um pouco a vida. Garanto que naquele momento visionei, desejei com toda força da minha imaginação, e olha que ela é muito fértil, um super-homem voando, descendo, flutuando em frente ao “BUG-móvel”, levantando a frente do carro com uma só mão e tirando o miserável do pneu intrometido com um simples “peteleco”. Recolocando o “BUG-móvel” no chão, com cuidado e olhar charmoso, um sorriso discreto lembrando Wolverine, e nos desejando... boa noite.

Gente sufocaria o bom senso e cometeria todas as transgressões. Libertaria-me deste mundo e fugiria do prosaico cotidiano, mesmo que o nosso “super-homem” fosse aquele homenzinho, FDP, simples funcionário da SABESP que observava tudo sem esboçar a mínima intenção de ajuda. Não mexeu um músculo sequer. Mentira! O do globo ocular! Sem produzir nem um frisson em mim, a não ser o da decepção e o da ira (perdoe-me o pecado). Arranquei dali com muita cautela e para alívio da platéia de motoristas que ao mesmo tempo estavam decepcionados com o final da história sem nenhum desfecho apoteótico ou trágico. Agradecemos, eu e minha “cumady” num silêncio necessário e profundo a uma força onipotente que rege a humanidade e tomamos rumo, sem saber ao certo qual das trinta e duas direções da rosa-dos-ventos tínhamos que pegar. Salve, aleluia! Epa hei Iansã! Hare krishna!

Enfim, por andam os nossos heróis? E o tempo de Clint Eastwood? E não sei por onde anda. Cuidado, homens, elas estão com tudo... É o triunfo do matriarcado. Cristina Kirchner foi eleita com sobras na Argentina. Hillary Clinton concorreu, não ganhou, mas está lá no poder. Oprah Winfrey, megaempresária, podre de rica, sucesso absoluto de crítica e público, comprou um canal de TV. Meninos, acelerem o passo. Nós não estamos aqui para brincadeira.

Bem, enfim, com ou sem “eles”, os nossos heróis, pretendo ser exatamente como sou, antiquada ou ultrapassada tentando manter a ordem dos bons costumes e da boa educação. Pretendo ser exatamente como sou. Esse é o melhor presente que posso dar ao mundo. Acreditando no ser humano, não desisto dos meus sonhos e nem de amar... Amar muito. Amar a vida, a minha família... E só lembrando: família são todos aqueles em que pus os olhos e arrebatei para o coração, durante toda a minha trajetória de vida.

Um super beijo especial! Feliz 2012!!

BUG

PS: Deixo algumas fotos para matarem a saudade da heroína, já que os heróis não aparecem… (risos)

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15 Dezembro 2010

Nem sempre a vida é um “Conto de Fadas”

Nós estamos sempre buscando um mundo perfeito: o amor perfeito, a casa perfeita (sempre linda e limpa), filhos estudiosos, educados, limpinhos (iguais aos de comercial de margarina), marido lindo, rico, gostoso, bom de cama, compreensivo, cavalheiro e, quase impossível, FIEL!! Aliás, fiel eles são somente quando torcem pelo Corinthians. Falando nisso: parabéns ao Fred e a todos do Fluminense! Que Fred é aquele gente!!

Meu povo, ainda bem que temos as nossas prioridades. Nem sempre exercer a função de ser mãe é fácil, às vezes, para algumas até impossível, mesmo depois de já ter o filho. Haja visto vários exemplos.

Tem ainda aquelas que vão atrás da sorte, mesmo que ela esteja bem além do horizonte ou, até mesmo, depois do oceano ou mais de um oceano. Essas estórias de que “Sabe fulana? Casou com um... Canadense... Árabe... Alemão... e foi morar por lá! Daí a tão sonhada “felicidade” acaba virando, por ironia do destino, “IN” felicidade.

Temos as nossas prioridades, sim! E uma delas, talvez a de maior importância: a de ser feliz. Seja lá onde esteja, vamos atrás dela, a tal felicidade. Todos os dias dou graças ao Criador pelo simples fato de estar viva, acordando com saúde ou simplesmente acordando já é um bom começo.

Esses dias comecei a praticar a técnica do “OLHAR COM DISTANCIAMENTO”. A técnica consiste em tentar ver as coisas, os problemas de longe, analisar todas as situações sempre de longe, com um olhar distante. E não é que deu certo. Consigo enxergar coisas que às vezes, ou na maioria delas, não me permitia ou não tinha paciência. Tente. É bárbaro!!

Estou em Minas Gerais desde outubro, Belo Horizonte para ser exata. A capital mineira me deu uma inspiração nunca antes sentida. Inspiradora no processo de formação do pensamento do artista e sua especialidade. Olha a responsabilidade! E acabei descobrindo uma cidade linda, cheia de descidas e subidas, ladeiras essas que, às vezes, me parecem muito mais fáceis de subir que de descer. Se é que me entende?

Como não estamos falando de nenhum conto de fadas e sim de vida real, esse ano foi duro, difícil, ele me pôs à prova (desde seu começo passei por uns “perrengues”, como diz uma amiga carioca). Mas já estamos no final dele, graças ao Criador! Gente, como passa rápido! Credo!! E acreditando no raiar de dias melhores e cheios de esperança, afinal de contas sou brasileiro e “raçudo”. Vou buscando forças não sei onde e, garanto, estou sobrevivendo. Apesar de que nunca esmoreço ou deixo a famosa “peteca cair”.

Talvez onde eu more não seja um palácio, talvez o meu príncipe encantado, depois do beijo, tenha parado no meio de sua metamorfose: metade sapo e metade príncipe. Afinal, temos o príncipe que merecemos!! Ou então seu cavalo branco, lindo, tenha quebrado a pata e o coitado foi sacrificado.

E o príncipe? Ah, esse quem sabe esteja vindo a pé. Ou de metrô. Do jeito que o transporte público anda, vai demoraaaarrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!! E se o príncipe estiver vindo de Salvador, Bahia, ai meu senhor do Bonfim vai demorar muito mais! O metrô por lá está na planta há mais de dez anos. Aliás, diga-se de passagem, qual o serviço público que presta?

Isso se não for espancado por garotos bem criados, frequentadores de boas escolas, de boa mesa e, supostamente, “boa índole”. Em plena avenida Paulista, à luz do dia, graças à tão famosa globalização, ficamos estarrecidos, boquiabertos, diante de tal barbárie. A famosa avenida cercada de câmeras de segurança e seguranças, esses sim de muito boa índole. Ajudaram a colocar os “rapazes” no lugar que espero nunca mais saiam. E se o fizerem tenham aprendido alguma coisa. Porque se continuarmos passando a mão pela cabeça desses delinquentes que usam de um ato tão covarde e, sem desculpa nenhuma, agridem, espancam, roubam, tocam fogo e vão para casa dormir em berço esplêndido, conscientes de tamanha brutalidade e certos de sua impunidade, é porque existem “pais” (esses aqui no plural) dispostos a promoverem e patrocinarem essas insanidades. Porque, olha só, as “criancinhas” têm dinheiro para pagar advogados (também no plural).

Tem momentos como esse que desacredito no ser humano. Tenho vergonha de que eles sejam chamados de racionais. Ai, por favor! Fico me perguntando: por que esses pais não pedem ajuda, não pedem socorro? Tenho certeza que alguém ia ouvir. Nós nunca fracassamos quando temos a humildade e a decência de pedir ajudar. Aliás, aqui vai uma dica: por que esses caras não vão para o Irã, Iraque, Líbano, Arábia...? Dizem que lá é crime ser gay, eles vivem em guerra e usam de qualquer desculpa para matar a pedradas. Corram para lá, meninos! Sejam felizes e nos deixem em “PAZ” (essa em duplo sentido), que no momento é o desejo de, no mínimo, noventa por cento de nós brasileiros.

Mas deixando esse assunto para trás, mas bem lá atrás, quero dizer que abrilhantei, sem nenhuma modéstia, alguns eventos na capital mineira e por toda Minas Gerais. E fiz a seguinte promessa: não irei embora sem antes ir a OURO PRETO, linda, que no próximo ano fará 313 anos, com promessa de uma super festa na cidade. Aliás, manter um patrimônio do século XVIII, tornando-o agradável para os moradores e atrativo para os turistas, deve ser um grande desafio. E vou conferir. Desde já, parabéns Ouro Preto!!

Abaixo temos alguns flagras de momentos únicos, divirtam-se! E vamos juntos torcer para que 2011 seja muito melhor, mas muito melhor mesmo, que 2010, e que possamos aprender mais, muito mais, a ter conhecimento e retê-lo na memória. Principalmente o ato de perdoar e amar o semelhante.

Feliz ano novo, meu povo! Amo muito tudo isso!

BUG

PS1: Espero que o mundo não acabe em 2012, tenho muitos planos para ele. Beijos e agradecimentos especiais ao povo das “bandas” que são do bem. Beijos gatos e gatas!

PS2: Beijos especiais: Júnio, Tigo, D. Anésia, Danny, Gladson, Cibele, Mary, Ju, Dreba, Mixa, Garoto, Lili, Cida, Juliana, Ana Cristina, Calado, Vini, JoZé Karlos. Toda a minha família mineira, amo muito vocês e já estou com muitas saudades!

Fotos da “Festa SPRH 2010” (crédito: Andrea Maria). Para visualizá-las em tamanho maior, clique no link acima. Abrirá uma página fora do blog da BUG.



 

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